martedì 26 luglio 2011

SALAM!

Eu sou SHAYR ALF-HARI ABDULLAH, o mesmo do Blog do Habib. Resolvi criar mais este blog - há alguns minutos - a fim de postar textos, vídeos e outros conhecimentos sobre a minha religião - o Islam, assim como de espiritualidade e religiosidade.
Recentemente fui alvo (mais uma vez!) da intolerância religiosa de algumas pessoas da escola onde leciono Filosofia para o Ensino Médio, por ocasião das eleições para Dirigente Escolar. Aliás, tenho sido alvo deste crime desde meados de 2007
, quando fui trabalhar lá. Ocorre que se criou praticamente uma histeria sobre o credo que professo, utilizando o fato para tentar justificar porque eu não poderia ser Diretor. E, de fato, eu não fui eleito (leia o texto de 12 de julho último no Blog do Habib).
Pergunto para os intolerantes religiosos da Escola Estadual "Francisco Viana", que aluno(a) se quer formar para a sociedade? Pessoas tão preconceituosas quanto eles. Pergunto àqueles que foram convencidos a não votarem em mim por causa da minha fé, principalmente aos adultos e pais de alunos, e se o(a) seu(sua) filho(a) vier a se relacionar com uma pessoa de uma religião diferente da sua? E se você, adulto(a), mãe ou pai solteiro(a) ou descasado(a), vier a se relacionar (ou mesmo se casar) com uma pessoa que professa uma fé diversa da sua?
Dou meu exemplo: o islam proíbe que o homem se case com uma mulher politeísta (só podemos nos casar com uma muçulmana, ou com uma cristã, ou com uma judia). Todavia, particularmente, a beleza feminina que eu mais admiro é a indiana (e, geralmente, a mulher indiana é hindu, logo politeísta). Eu estaria disposto a transgredir a norma islâmica e, por amor, me casar com uma hinduísta. Isto porque sempre pensei - e depois li no "Livro dos Espíritos", de Allan Kardek - que muitas das leis existentes nas instituições religiosas são na verdade criações humanas.
O ser humano - sem generalizar - sente uma necessidade de dominar as pessoas, proibir. Algumas pessoas ficam incomodadas com a liberdade das outras. Em outro texto de um teólogo espírita, este dizia que a Bíblia não é cem por cento palavra de Deus. E não é mesmo! Nem o Corão! Que Deus é este que ordena coisas que tiram a liberdade humana, depois de nos ter dado o livre arbítrio?! A partir do momento em que o homem põe a mão em uma mensagem revelada, esta deixa de ser cem por cento divina.
Há pessoas que seguem uma religião, mas não têm espiritualidade, isto é, acham que a sua religião é a única que leva a Deus. E como quem acha não raciocina...
Me lembro de quando tinha dezenove anos e era catequista de adultos na Igreja Católica, ouvia algumas pessoas que já haviam estudado Filosofia de se todas as religiões levassem a Deus não era necessário que as mesmas existissem. Este argumento também tenta estabelecer que apenas um estilo de fé leva a Deus. Tanto Íssa (Jesus) [AS] como Muhammad (Maomé) [SAWS] respeitaram quem seguia ao Criador do Universo de uma forma diversa das suas. Eles só criticaram as pessoas do seu próprio grupo [judeu e muçulmano], que seguia a Deus de forma muitas vezes materialista.
Nas últimas eleições para Diretor, um rapaz de menos de vinte e cinco anos, querendo me provocar, soltou a frase de Íssa [AS] "Ninguém vai ao Pai senão por mim." O cristão pensa assim por ser a sua fé, mas isso não serve para o muçulmano, para o judeu, para o hindu, etc... Penso que o Criador de todas as coisas nos fez diferentes e permitiu que surgissem instituições religiosas diversas para nos dizer que o Universo só se move com a diferença entre os seres, caso contrário, tudo seria monótono, sem movimento.
Aqui está mais uma oportunidade para os intolerantes do "Francisco Viana" e adjacências abandonarem seu preconceito e respeitarem o diferente naquilo que é natural.
Allah [Deus] é um só, nós é que somos diversos.

Shayr Alf-Hari Abdullah

"Não há imposição quanto à religião, porque já se destacou a
verdade do erro. Quem renegar o sedutor e crer em Allah, ter-se-á
apegado a um firme e inquebrantável sustentáculo, porque Allah é
Oniouvinte, Sapientíssimo." (Alcorão 2, 256)