Eu sou SHAYR ALF-HARI ABDULLAH, o mesmo do Blog do Habib. Resolvi criar mais este blog - há alguns minutos - a fim de postar textos, vídeos e outros conhecimentos sobre a minha religião - o Islam, assim como de espiritualidade e religiosidade.
Recentemente fui alvo (mais uma vez!) da intolerância religiosa de algumas pessoas da escola onde leciono Filosofia para o Ensino Médio, por ocasião das eleições para Dirigente Escolar. Aliás, tenho sido alvo deste crime desde meados de 2007, quando fui trabalhar lá. Ocorre que se criou praticamente uma histeria sobre o credo que professo, utilizando o fato para tentar justificar porque eu não poderia ser Diretor. E, de fato, eu não fui eleito (leia o texto de 12 de julho último no Blog do Habib).
Pergunto para os intolerantes religiosos da Escola Estadual "Francisco Viana", que aluno(a) se quer formar para a sociedade? Pessoas tão preconceituosas quanto eles. Pergunto àqueles que foram convencidos a não votarem em mim por causa da minha fé, principalmente aos adultos e pais de alunos, e se o(a) seu(sua) filho(a) vier a se relacionar com uma pessoa de uma religião diferente da sua? E se você, adulto(a), mãe ou pai solteiro(a) ou descasado(a), vier a se relacionar (ou mesmo se casar) com uma pessoa que professa uma fé diversa da sua?
Dou meu exemplo: o islam proíbe que o homem se case com uma mulher politeísta (só podemos nos casar com uma muçulmana, ou com uma cristã, ou com uma judia). Todavia, particularmente, a beleza feminina que eu mais admiro é a indiana (e, geralmente, a mulher indiana é hindu, logo politeísta). Eu estaria disposto a transgredir a norma islâmica e, por amor, me casar com uma hinduísta. Isto porque sempre pensei - e depois li no "Livro dos Espíritos", de Allan Kardek - que muitas das leis existentes nas instituições religiosas são na verdade criações humanas.
O ser humano - sem generalizar - sente uma necessidade de dominar as pessoas, proibir. Algumas pessoas ficam incomodadas com a liberdade das outras. Em outro texto de um teólogo espírita, este dizia que a Bíblia não é cem por cento palavra de Deus. E não é mesmo! Nem o Corão! Que Deus é este que ordena coisas que tiram a liberdade humana, depois de nos ter dado o livre arbítrio?! A partir do momento em que o homem põe a mão em uma mensagem revelada, esta deixa de ser cem por cento divina.
Há pessoas que seguem uma religião, mas não têm espiritualidade, isto é, acham que a sua religião é a única que leva a Deus. E como quem acha não raciocina...
Me lembro de quando tinha dezenove anos e era catequista de adultos na Igreja Católica, ouvia algumas pessoas que já haviam estudado Filosofia de se todas as religiões levassem a Deus não era necessário que as mesmas existissem. Este argumento também tenta estabelecer que apenas um estilo de fé leva a Deus. Tanto Íssa (Jesus) [AS] como Muhammad (Maomé) [SAWS] respeitaram quem seguia ao Criador do Universo de uma forma diversa das suas. Eles só criticaram as pessoas do seu próprio grupo [judeu e muçulmano], que seguia a Deus de forma muitas vezes materialista.
Nas últimas eleições para Diretor, um rapaz de menos de vinte e cinco anos, querendo me provocar, soltou a frase de Íssa [AS] "Ninguém vai ao Pai senão por mim." O cristão pensa assim por ser a sua fé, mas isso não serve para o muçulmano, para o judeu, para o hindu, etc... Penso que o Criador de todas as coisas nos fez diferentes e permitiu que surgissem instituições religiosas diversas para nos dizer que o Universo só se move com a diferença entre os seres, caso contrário, tudo seria monótono, sem movimento.
Aqui está mais uma oportunidade para os intolerantes do "Francisco Viana" e adjacências abandonarem seu preconceito e respeitarem o diferente naquilo que é natural.
Allah [Deus] é um só, nós é que somos diversos.
Shayr Alf-Hari Abdullah
Recentemente fui alvo (mais uma vez!) da intolerância religiosa de algumas pessoas da escola onde leciono Filosofia para o Ensino Médio, por ocasião das eleições para Dirigente Escolar. Aliás, tenho sido alvo deste crime desde meados de 2007, quando fui trabalhar lá. Ocorre que se criou praticamente uma histeria sobre o credo que professo, utilizando o fato para tentar justificar porque eu não poderia ser Diretor. E, de fato, eu não fui eleito (leia o texto de 12 de julho último no Blog do Habib).
Pergunto para os intolerantes religiosos da Escola Estadual "Francisco Viana", que aluno(a) se quer formar para a sociedade? Pessoas tão preconceituosas quanto eles. Pergunto àqueles que foram convencidos a não votarem em mim por causa da minha fé, principalmente aos adultos e pais de alunos, e se o(a) seu(sua) filho(a) vier a se relacionar com uma pessoa de uma religião diferente da sua? E se você, adulto(a), mãe ou pai solteiro(a) ou descasado(a), vier a se relacionar (ou mesmo se casar) com uma pessoa que professa uma fé diversa da sua?
Dou meu exemplo: o islam proíbe que o homem se case com uma mulher politeísta (só podemos nos casar com uma muçulmana, ou com uma cristã, ou com uma judia). Todavia, particularmente, a beleza feminina que eu mais admiro é a indiana (e, geralmente, a mulher indiana é hindu, logo politeísta). Eu estaria disposto a transgredir a norma islâmica e, por amor, me casar com uma hinduísta. Isto porque sempre pensei - e depois li no "Livro dos Espíritos", de Allan Kardek - que muitas das leis existentes nas instituições religiosas são na verdade criações humanas.
O ser humano - sem generalizar - sente uma necessidade de dominar as pessoas, proibir. Algumas pessoas ficam incomodadas com a liberdade das outras. Em outro texto de um teólogo espírita, este dizia que a Bíblia não é cem por cento palavra de Deus. E não é mesmo! Nem o Corão! Que Deus é este que ordena coisas que tiram a liberdade humana, depois de nos ter dado o livre arbítrio?! A partir do momento em que o homem põe a mão em uma mensagem revelada, esta deixa de ser cem por cento divina.
Há pessoas que seguem uma religião, mas não têm espiritualidade, isto é, acham que a sua religião é a única que leva a Deus. E como quem acha não raciocina...
Me lembro de quando tinha dezenove anos e era catequista de adultos na Igreja Católica, ouvia algumas pessoas que já haviam estudado Filosofia de se todas as religiões levassem a Deus não era necessário que as mesmas existissem. Este argumento também tenta estabelecer que apenas um estilo de fé leva a Deus. Tanto Íssa (Jesus) [AS] como Muhammad (Maomé) [SAWS] respeitaram quem seguia ao Criador do Universo de uma forma diversa das suas. Eles só criticaram as pessoas do seu próprio grupo [judeu e muçulmano], que seguia a Deus de forma muitas vezes materialista.
Nas últimas eleições para Diretor, um rapaz de menos de vinte e cinco anos, querendo me provocar, soltou a frase de Íssa [AS] "Ninguém vai ao Pai senão por mim." O cristão pensa assim por ser a sua fé, mas isso não serve para o muçulmano, para o judeu, para o hindu, etc... Penso que o Criador de todas as coisas nos fez diferentes e permitiu que surgissem instituições religiosas diversas para nos dizer que o Universo só se move com a diferença entre os seres, caso contrário, tudo seria monótono, sem movimento.
Aqui está mais uma oportunidade para os intolerantes do "Francisco Viana" e adjacências abandonarem seu preconceito e respeitarem o diferente naquilo que é natural.
Allah [Deus] é um só, nós é que somos diversos.
Shayr Alf-Hari Abdullah
"Não há imposição quanto à religião, porque já se destacou a
verdade do erro. Quem renegar o sedutor e crer em Allah, ter-se-á
apegado a um firme e inquebrantável sustentáculo, porque Allah é
Oniouvinte, Sapientíssimo." (Alcorão 2, 256)
verdade do erro. Quem renegar o sedutor e crer em Allah, ter-se-á
apegado a um firme e inquebrantável sustentáculo, porque Allah é
Oniouvinte, Sapientíssimo." (Alcorão 2, 256)